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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Putin anuncia libertação de americano condenado por mercenarismo

Putin anuncia a libertação de Stephen Hubbard, americano condenado na Rússia por atuar como mercenário na guerra da Ucrânia.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira (21) a libertação do americano Stephen Hubbard, de 74 anos, condenado por atuar como mercenário ao lado das forças ucranianas. A declaração foi feita durante uma reunião com Steve Witkoff, enviado da Casa Branca, em São Petersburgo.

Segundo agências de notícias russas, Hubbard estava no aeroporto de Pulkovo. As autoridades ainda não divulgaram as condições da libertação, o destino do americano ou seu estado de saúde.

Professor de inglês aposentado, Hubbard vivia na Ucrânia quando foi capturado pelas forças russas, em abril de 2022. Em outubro de 2024, um tribunal de Moscou o condenou a seis anos e dez meses de prisão em uma colônia penal, após um julgamento realizado a portas fechadas.

O governo dos Estados Unidos contestou a detenção e classificou Hubbard como alguém "detido injustamente". Ex-prisioneiros de guerra ucranianos que dividiram períodos de prisão com ele relataram agressões físicas, condições degradantes e problemas de saúde durante o cativeiro, mas os relatos não foram verificados de forma independente.

As autoridades russas afirmaram que Hubbard havia se alistado, em fevereiro de 2022, em uma unidade de defesa territorial da Ucrânia. Segundo a versão de Moscou, ele recebeu treinamento, armas, munições e pagamento mensal de US$ 1 mil para combater as tropas russas.

Pessoas que conheciam o caso contestaram essa versão. Alyona Hryban, funcionária pública em Izium, disse que a unidade local tinha poucas armas, não pagava seus integrantes e não contava com homens idosos entre os membros.

Hubbard nasceu em Michigan, nos Estados Unidos, serviu à Força Aérea americana e à Guarda Nacional e trabalhou como professor no Japão. Em 2014, mudou-se para Izium, no leste da Ucrânia, onde vivia com uma companheira ucraniana e dava aulas de inglês pela internet.

Fonte: O Globo

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