O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira (21) a libertação do americano Stephen Hubbard, de 74 anos, condenado por atuar como mercenário ao lado das forças ucranianas. A declaração ocorreu durante uma reunião com Steve Witkoff, enviado da Casa Branca, em São Petersburgo.
Segundo agências de notícias russas, Hubbard estava no aeroporto de Pulkovo. As autoridades ainda não divulgaram as condições da libertação, o destino do americano nem informações sobre seu estado de saúde.
Professor de inglês aposentado, Hubbard vivia na Ucrânia quando foi detido pelas forças russas, em abril de 2022. Em outubro de 2024, um tribunal de Moscou o condenou a seis anos e dez meses de prisão em uma colônia penal, após um julgamento realizado a portas fechadas.
O governo dos Estados Unidos contestou a detenção e classificou Hubbard como alguém "detido injustamente". Ex-prisioneiros de guerra ucranianos que conviveram com ele relataram agressões físicas, condições degradantes e problemas de saúde durante o cativeiro, mas esses relatos não foram verificados de forma independente.
As autoridades russas afirmaram que Hubbard havia se alistado, em fevereiro de 2022, em uma unidade de defesa territorial da Ucrânia. De acordo com a versão de Moscou, ele teria recebido treinamento, armas, munições e um pagamento mensal de US$ 1 mil para combater as tropas russas.
Pessoas que conheciam o caso contestaram essa versão. Alyona Hryban, funcionária pública em Izium, disse que a unidade local tinha poucas armas, não pagava seus integrantes e não contava com homens idosos entre seus membros.
Hubbard nasceu em Michigan, nos Estados Unidos, serviu à Força Aérea americana e à Guarda Nacional e trabalhou como professor no Japão antes de passar a dar aulas on-line. Em 2014, mudou-se para Izium, no leste da Ucrânia, onde vivia com uma companheira ucraniana.
Fonte: O Globo