O prefeito de Japeri, Carlos Januário (Solidariedade), exonerou 16 dos 21 secretários municipais dez dias após a cassação da ex-prefeita Fernanda Ontiveros (PT), na Baixada Fluminense. As mudanças atingiram áreas como Saúde e Educação e ocorreram ao longo da primeira semana de Januário no comando da prefeitura.
Ao assumir o cargo, Januário afirmou ter determinado auditorias em contratos e processos administrativos. Segundo o prefeito, órgãos de controle, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas haviam solicitado informações que não teriam sido respondidas pela gestão anterior.
Fernanda Ontiveros foi cassada em 10 de outubro, durante sessão da Câmara Municipal, por oito votos a três. O processo apontou suspeitas de irregularidades em licitações, falsificação de assinaturas de servidores e aditivos contratuais supostamente feitos fora das regras.
Januário, que era vice-prefeito de Fernanda, disse que não respondeu às acusações no processo porque elas não diziam respeito à sua atuação. Ele também afirmou que nunca assumiu a prefeitura durante os cinco anos e dez meses em que ocupou a vice-prefeitura e que só tomou conhecimento das suspeitas durante o processo de impeachment.
A ex-prefeita recorreu da cassação e alegou que dois vereadores teriam recebido dinheiro para votar a favor do impeachment. Na segunda-feira (19), a Justiça rejeitou o recurso, segundo a reportagem. Fernanda negou-se a conceder entrevista por estar em um evento em Brasília, afirmou ter sido alvo de uma tentativa de extorsão e disse acreditar que retornará ao cargo.
Januário também negou a existência de um suposto acordo com vereadores para assumir a prefeitura e defendeu o processo conduzido pela Câmara. Neste ano, o Legislativo municipal abriu duas CPIs: uma para investigar um contrato de R$ 143 milhões na área da Saúde e outra para apurar obras na rede elétrica de escolas municipais.
Fonte: g1