O prefeito de Japeri, Carlos Januário (Solidariedade), exonerou 16 dos 21 secretários municipais dez dias após a cassação da ex-prefeita Fernanda Ontiveros (PT), sua antecessora e ex-companheira de chapa. As mudanças, que atingiram mais de 70% das pastas, foram realizadas ao longo da primeira semana de Januário no comando da prefeitura.
As secretarias de Saúde e Educação estão entre as áreas que tiveram mudanças. Ao assumir o cargo, o prefeito afirmou ter determinado auditorias em contratos e processos administrativos da Prefeitura de Japeri.
Segundo Januário, órgãos de controle, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas haviam solicitado informações que não teriam sido respondidas pela gestão anterior. Ele também declarou que não tinha conhecimento das suspeitas atribuídas à ex-prefeita durante o período em que foi vice e que tomou ciência dos fatos durante o processo de impeachment.
Fernanda Ontiveros foi cassada em 10 de outubro, em votação na Câmara Municipal de Japeri. O impeachment foi aprovado por oito votos a três, em um processo que apurou suspeitas de irregularidades em licitações, falsificação de assinaturas de servidores e aditivos contratuais supostamente feitos fora das regras.
Januário não respondeu às acusações analisadas no processo de cassação e afirmou que elas não se relacionavam à sua atuação como vice-prefeito. Ele também negou a existência de um suposto acordo com vereadores para assumir o governo municipal.
Na segunda-feira (19), a Justiça rejeitou um recurso apresentado por Fernanda. A ex-prefeita alegava que dois vereadores teriam recebido dinheiro para votar a favor do impeachment. Em nota, ela afirmou que sofreu uma tentativa de extorsão, disse ter adotado medidas judiciais e declarou acreditar que retornará ao cargo.
A Câmara de Japeri também abriu duas comissões parlamentares de inquérito neste ano. Uma investiga um contrato de R$ 143 milhões na área da Saúde; a outra apura obras na rede elétrica de escolas municipais.
Fonte: g1