A Polícia Federal investiga um esquema que teria usado os nomes de passageiras para transportar drogas pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Uma administradora descobriu meses depois de retornar de uma viagem que uma mala com seu nome havia sido associada ao envio de entorpecentes.
Gabrielle Amador Silva viajou de férias para os Estados Unidos e o Canadá. Durante uma conexão, a bagagem foi extraviada e só foi localizada 18 dias depois, no Aeroporto de Toronto.
Antes de voltar ao Brasil, Gabrielle e o namorado registraram vídeos da mala. Segundo o relato da passageira, o volume parecia intacto e não apresentava sinais de violação.
De acordo com a reportagem, a Polícia Federal encontrou duas malas abandonadas na esteira de Guarulhos. Cada uma continha cerca de 25 quilos de haxixe e estava identificada com o nome de uma passageira que não tinha relação com a outra.
A defesa de Gabrielle afirma que os indícios apontam para uma possível fraude envolvendo a troca ou a reimpressão de etiquetas de bagagem. As passageiras teriam viajado em voos diferentes e partido de destinos distintos.
Segundo o advogado, os investigadores passaram a considerar que as duas mulheres foram vítimas do esquema, e não suspeitas do transporte da droga. A PF trabalha para identificar os responsáveis pelo envio das malas.
O caso tem semelhanças com outro episódio ocorrido em 2023, quando duas brasileiras ficaram presas por 38 dias na Alemanha após autoridades encontrarem cocaína em malas identificadas com os nomes delas. Posteriormente, a Justiça alemã reconheceu a inocência das duas e determinou o pagamento de indenização.
Especialistas recomendam que passageiros fotografem a bagagem, guardem as etiquetas de despacho e anotem o peso das malas. Esses registros podem ajudar a comprovar a origem da bagagem em casos de troca ou fraude.
Fonte: g1