A Otan decidiu reforçar a vigilância no Mar Negro após uma sequência de ataques contra navios comerciais nas proximidades da Bulgária e da Romênia, países integrantes da aliança. A medida foi anunciada em 20 de outubro de 2026 pela porta-voz da organização, Alisson Hart.
Segundo Hart, os países-membros enviarão recursos adicionais à região, incluindo apoio para vigilância, reconhecimento e perícia. Entre os equipamentos previstos estão aeronaves de patrulha, sistemas de radar, drones e ferramentas de inteligência.
Nas duas semanas anteriores, ao menos sete navios foram afundados nas proximidades de países da Otan, deixando quase 30 tripulantes mortos ou desaparecidos, de acordo com o relato divulgado. Na costa búlgara, um ataque deixou 11 tripulantes desaparecidos; dias depois, duas embarcações que transportavam produtos químicos foram atingidas por drones na Romênia.
Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques. Analistas e comandantes militares citados na reportagem acusaram a Rússia de tentar provocar prejuízos econômicos e testar a disposição da Otan para responder de forma conjunta.
A Rússia nega as acusações. O chanceler Sergei Lavrov afirmou que a Europa está se preparando para uma guerra contra Moscou, enquanto o governo russo mantém críticas ao apoio econômico e militar dos países europeus à Ucrânia.
Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, a navegação no Mar Negro sofre impactos dos combates navais e das restrições às rotas usadas para o transporte de mercadorias.
Fonte: O Globo