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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

NetLab questiona justificativa da Meta para bloqueio de conta de Lula

NetLab questiona a justificativa da Meta para bloquear conta de anúncios da campanha de Lula e pede transparência sobre os critérios adotados.

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O NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), contestou em 21 de outubro a justificativa da Meta para o bloqueio temporário de uma conta de anúncios da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu transparência da empresa.

A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que bloqueou a conta por engano, durante uma análise antifraude realizada em acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU). A empresa também afirmou que deu tratamento igual às campanhas e não privilegiou conteúdos de candidatos.

Em manifestação ao ministro Marco Aurélio Bellizze, relator de uma representação apresentada pelo PT, a Meta listou medidas adotadas para corrigir problemas apontados pela Justiça Eleitoral. O partido sustenta que houve favorecimento.

O NetLab analisou anúncios publicados entre 16 e 30 de setembro, período que inclui 23 de setembro, quando teria ocorrido o bloqueio. Segundo o laboratório, pelo menos 967 anúncios relacionados a programas federais circularam nas plataformas da Meta, publicados por 42 páginas, das quais 26 continuavam ativas.

De acordo com o relatório, uma página que já foi retirada do ar publicou 251 anúncios relacionados ao programa Desenrola Brasil. Os pesquisadores classificaram parte dos anunciantes como apócrifos e questionaram os mecanismos de verificação de identidade e idoneidade adotados pela empresa.

O laboratório também comparou o anúncio da campanha de Lula que motivou o bloqueio com um anúncio considerado fraudulento, veiculado no mesmo período. Para os pesquisadores, a comparação levanta dúvidas sobre os critérios técnicos usados pela Meta para suspender a conta.

Na avaliação do NetLab, se não houve motivação política, a decisão indicaria falhas nos mecanismos de detecção de fraudes da plataforma. O grupo afirmou ainda que uma eventual intervenção da empresa não teria impedido a continuidade da circulação de anúncios fraudulentos.

Os pesquisadores defenderam que a Meta apresente dados e informações capazes de esclarecer sua atuação. Segundo o laboratório, manifestações públicas e peças jurídicas não substituem evidências transparentes sobre o comportamento da empresa durante as eleições.

Fonte: O Globo

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