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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

MPCE denuncia cinco por plantação de 290 mil pés de maconha no Ceará

MPCE denuncia cinco pessoas por suposto envolvimento em plantação de 290 mil pés de maconha encontrada em Acopiara (CE).

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O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou cinco pessoas por suposto envolvimento no cultivo de cerca de 290 mil pés de maconha em uma fazenda de Acopiara, no interior do estado. A plantação foi descoberta pelas forças de segurança em 25 de junho de 2026.

Segundo a denúncia, os acusados responderão por tráfico de drogas, cultivo de maconha e associação para o tráfico. João Holanda Neto, apontado como proprietário de fato da fazenda, e Cristiano Rodrigues de Lima, que teria arrendado e administrado o imóvel, também foram denunciados por permitir o uso da propriedade para atividades ligadas ao tráfico.

O MPCE pediu a expropriação da fazenda e a manutenção da prisão preventiva de João Holanda, Francisco Augusto Alves da Silva, Manoel Clênio Mendonça Leal Filho e Geraldo Dário Soares. Cristiano Rodrigues é apontado como foragido, segundo a denúncia.

De acordo com o Ministério Público, a área usada para o plantio tinha aproximadamente 28 mil metros quadrados, sistema de irrigação por gotejamento, barracas de apoio e maquinário importado da Espanha para o processamento da droga.

A acusação divide os denunciados em dois grupos. João Holanda e Cristiano formariam o chamado núcleo do campo, enquanto o advogado pernambucano Geraldo Dário Soares e os agricultores Francisco Augusto Alves da Silva e Manoel Clênio Mendonça Leal Filho seriam responsáveis pelo fornecimento de insumos para a lavoura.

João Holanda, de 60 anos, é apontado pelo MPCE como proprietário de fato e possuidor indireto do imóvel. A denúncia sustenta que ele continuou administrando a fazenda e manteve em seu nome serviços como energia elétrica e internet, além de ter autorizado reparos no local durante o período em que a plantação já existia.

A defesa de João informou ao g1 que não se pronunciaria. A família havia negado envolvimento no esquema e afirmado que ele arrendara a propriedade após ser diagnosticado com câncer e se afastar das atividades.

Cristiano Rodrigues, ex-motorista e natural de Acopiara, é apontado como responsável pela gestão cotidiana da lavoura. Conforme o MPCE, ele contratava trabalhadores, ordenava a compra de fertilizantes, fiscalizava os serviços, efetuava pagamentos e comunicou aos demais que a plantação havia sido descoberta pela polícia.

Francisco Augusto Alves da Silva, conhecido como Giló, e Manoel Clênio Mendonça Leal Filho, conhecido como Clênio Filho, são acusados de comprar, pagar, retirar e transportar insumos de irrigação, fertilização e proteção da lavoura. Eles foram presos em julho, após terem deixado o Ceará e se escondido em outros municípios, segundo a acusação.

Geraldo Dário Soares, de 58 anos, é apontado como responsável técnico pela plantação. A denúncia afirma que o advogado especificava os produtos a serem comprados, orientava a aplicação dos insumos e custeava parte das aquisições.

A Polícia Civil informou que identificou cerca de 160 mil pés plantados e outros 130 mil já colhidos. A corporação divulgou imagens da derrubada e da incineração da plantação, concluída em 2 de julho de 2026, conforme comunicado divulgado no dia seguinte.

A operação provocou questionamentos depois que o deputado federal André Fernandes publicou imagens de restos de plantas enterrados na propriedade. A Polícia Civil afirmou que o material correspondia a restos da plantação e de outras plantas destruídas, enquanto o governo estadual informou que apuraria possíveis irregularidades na condução e na guarda do material apreendido.

Os denunciados ainda não foram condenados. As acusações apresentadas pelo MPCE serão analisadas pela Justiça, e as defesas de Cristiano, Francisco, Manoel e Geraldo não foram localizadas pelo g1.

Fonte: g1

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