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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

MP denuncia cinco por plantação de 290 mil pés de maconha no Ceará

MPCE denuncia cinco pessoas por suposto envolvimento no cultivo de 290 mil pés de maconha em uma fazenda de Acopiara, no Ceará.

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O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou cinco pessoas por envolvimento no cultivo de cerca de 290 mil pés de maconha em uma fazenda de Acopiara, no interior do estado. A plantação foi descoberta pelas forças de segurança em 25 de junho de 2026.

Segundo a denúncia, os acusados são investigados por tráfico de drogas, cultivo de maconha e associação para o tráfico. João Holanda Neto e Cristiano Rodrigues de Lima também foram denunciados por permitir o uso do imóvel para atividades relacionadas ao tráfico.

O MPCE pediu ainda a expropriação da propriedade e a manutenção da prisão preventiva de parte dos denunciados. A denúncia ainda não representa condenação, e a responsabilidade criminal dos acusados deverá ser analisada pela Justiça.

De acordo com o Ministério Público, a área utilizada para o plantio tinha aproximadamente 28 mil metros quadrados, sistema de irrigação por gotejamento, barracas de apoio e equipamentos para o processamento da droga. A investigação dividiu o grupo em dois núcleos: o do campo e o de suprimento.

João Holanda Neto, agricultor de 60 anos e natural de Acopiara, é apontado pelo MP como proprietário de fato e possuidor indireto da fazenda. A acusação sustenta que ele teria permitido o uso do imóvel e mantido sob seu nome serviços como energia elétrica e internet, embora a família tenha negado envolvimento e afirmado que ele havia arrendado a área após ser diagnosticado com câncer.

Cristiano Rodrigues de Lima, também natural de Acopiara, é apontado como o responsável pela gestão cotidiana da lavoura. Segundo a denúncia, ele teria arrendado a propriedade, contratado trabalhadores, ordenado a compra de insumos, realizado pagamentos e feito a ligação entre os responsáveis pelo cultivo e pelo abastecimento.

O advogado pernambucano Geraldo Dário Soares, de 58 anos, é apontado como responsável técnico pela plantação. Conforme o MPCE, ele especificava os insumos e orientava a aplicação dos produtos, além de custear compras relacionadas à lavoura.

Francisco Augusto Alves da Silva, conhecido como Giló, e Manoel Clênio Mendonça Leal Filho, conhecido como Clênio Filho, são acusados de comprar, retirar e transportar insumos para a propriedade. Segundo a investigação, os dois foram presos em julho de 2026, após deixarem a região de Acopiara.

Cristiano está foragido, segundo as informações apresentadas na denúncia. As defesas de Francisco, Manoel e Geraldo não foram localizadas para comentar o caso, enquanto a defesa de João informou que não se pronunciaria.

A Polícia Civil informou que encontrou cerca de 160 mil pés plantados e outros 130 mil já colhidos. A corporação divulgou imagens da derrubada e da incineração do material, concluída em 2 de julho, mas a operação gerou questionamentos depois que o deputado federal André Fernandes publicou um vídeo com restos de plantas enterrados na propriedade.

A Polícia Civil afirmou que o material mostrado era composto por restos da plantação e de outras plantas destruídas. O governo do Ceará informou que apuraria possíveis irregularidades na condução da operação e na guarda do material apreendido.

Fonte: g1 Ceará

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