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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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COTIDIANO

Mortes no trânsito sobem em São Paulo, com motociclistas entre as principais vítimas

São Paulo teve 782 mortes no trânsito entre janeiro e setembro de 2026; motociclistas representaram 48% das vítimas.

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A cidade de São Paulo registrou 782 mortes no trânsito entre janeiro e setembro de 2026, alta de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 770 óbitos. Motociclistas representaram 48% das vítimas, segundo dados do Infosiga, sistema do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Mais de 370 motociclistas morreram em acidentes na capital neste ano, enquanto quase 300 pessoas foram vítimas de atropelamentos. Desde 2017, o número de mortes de motociclistas aumentou 74%.

O crescimento acompanha a expansão da frota, que chegou a cerca de 1,17 milhão de motocicletas em circulação em 2026. Especialistas, porém, afirmam que fatores como velocidade, condições das vias, comportamento dos condutores e fiscalização também influenciam os resultados.

A especialista em mobilidade urbana Ana Carolina Nunes avaliou que a vulnerabilidade dos motociclistas está relacionada à falta de proteção oferecida pela motocicleta e às velocidades elevadas. Segundo ela, medidas de infraestrutura, como a Faixa Azul, precisam ser acompanhadas de fiscalização para melhorar a segurança.

O diretor da FGV Transportes, Marcus Quintella, defendeu o uso de radares capazes de identificar motocicletas e relacionou a imprudência à falta de punição. São Paulo tem 879 equipamentos de fiscalização, ante 1.042 no Rio de Janeiro, embora a capital paulista tenha o dobro de ruas e avenidas, de acordo com os dados apresentados na reportagem.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que mantém campanhas permanentes de conscientização e ações diárias de fiscalização realizadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Sobre a Faixa Azul, a administração municipal declarou que a iniciativa reduziu em 26% a gravidade dos acidentes com motocicletas.

Fonte: g1

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