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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Jornais egípcios repercutem detenção de influencer brasileira

Jornais egípcios repercutem a detenção de duas brasileiras acusadas de gravar vídeos considerados obscenos em Alexandria.

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Jornais do Egito repercutiram a detenção das brasileiras Mariana Alves, conhecida como Malévola, e Bruna Mercatelli, acusadas pelo Ministério do Interior egípcio de gravar vídeos com comportamento considerado obsceno em Alexandria.

As duas foram levadas a uma delegacia na terça-feira (20), após vídeos publicados nas redes sociais mostrarem interações com homens em um carro e em vias públicas. O governo egípcio informou que abriu uma investigação, mas não divulgou eventual decisão judicial sobre o caso.

Reportagens dos sites Al-Wafd, Al-Raees News e Newsroom reproduziram a versão das autoridades e reações de usuários egípcios. Uma das publicações usou linguagem transfóbica ao mencionar que Malévola, uma mulher trans, “era um homem”.

Segundo o Ministério da Informação do Egito, os vídeos mostrariam duas turistas estrangeiras fazendo movimentos considerados provocativos e assediando pedestres em ruas de diferentes províncias. As acusações são atribuídas às autoridades egípcias e não representam uma condenação judicial.

A defesa de Malévola afirmou na quarta-feira (21) que mantinha contato com a Embaixada do Brasil no Egito e esperava a libertação da influencer nas horas seguintes. Até a última atualização divulgada, não havia confirmação oficial egípcia sobre a soltura.

Antes da divulgação da prisão, Malévola relatou nas redes sociais que ela e a amiga haviam sido levadas à delegacia durante um passeio por Alexandria. Segundo o relato, os policiais retiveram os passaportes e fizeram perguntas sobre a identidade de gênero das duas.

Embora a legislação egípcia não criminalize expressamente a homossexualidade ou a transexualidade, autoridades do país costumam recorrer a leis sobre moralidade pública e proteção dos valores familiares em ações contra pessoas LGBTQIA+.

Fonte: g1

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