O iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, começa a ser vendido na sexta-feira (23) em todo o mundo, incluindo o Brasil, com preços entre R$ 21 mil e R$ 31 mil. Avaliações da imprensa especializada apontam qualidades no hardware, mas também problemas de adaptação do iOS e de aplicativos ao novo formato.
O aparelho é o celular mais caro já lançado pela Apple. No Brasil e em outros mercados, pedidos feitos na pré-venda têm previsão de entrega para janeiro ou fevereiro de 2027, segundo informações exibidas nas páginas de compra do produto.
O youtuber Marques Brownlee classificou o dispositivo como bem-acabado, mas avaliou que ele parece ter sido lançado às pressas. Para ele, o Duo não é indicado para a maioria dos consumidores, especialmente pessoas que costumam derrubar o telefone ou que dependem de recursos avançados para fotografia e produção audiovisual.
O site The Verge descreveu o iPhone Duo como um produto “bagunçado”, divertido e caro. A publicação apontou falhas em aplicativos de terceiros e limitações no uso da tela aberta, que pode funcionar em algumas situações como um tablet, mas não oferece a mesma experiência de um iPad.
A Wired avaliou que a Apple criou um primeiro dobrável surpreendentemente bom, mas destacou que o iOS e os aplicativos ainda precisam de tempo para se adaptar ao formato. A tela fosca também foi elogiada por reduzir a percepção do vinco comum em celulares dobráveis.
A jornalista Joanna Stern, ex-especialista em tecnologia do Wall Street Journal, elogiou o acabamento, a resistência e a versatilidade do aparelho, que pode ser usado em diferentes posições. Ela também mencionou limitações típicas de um produto de primeira geração e o preço de US$ 2 mil no mercado internacional.
Em testes do Engadget, a bateria teve duração ligeiramente superior à do Galaxy Z Fold8, mas ficou abaixo da registrada pelo Motorola Razr Fold. O site também considerou as câmeras do Duo melhores que as do modelo da Samsung e afirmou que a Apple evitou parte das dificuldades enfrentadas por concorrentes nas primeiras gerações de dobráveis.
Fonte: g1