O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados, Jefferson Dias da Silva, de 51 anos, morreu após ser baleado durante uma abordagem policial na noite de segunda-feira (19), na Avenida Brasil, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Vídeos gravados por motoristas mostram ao menos dois policiais atirando em direção ao BYD branco conduzido pelo secretário. Segundo a Polícia Militar, seis agentes participaram da ocorrência; cinco foram afastados, e quatro admitiram ter efetuado disparos.
A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso. As armas dos policiais foram apreendidas, e os investigadores analisam imagens, incluindo registros de câmeras corporais, além de exames periciais e confronto balístico.
De acordo com os depoimentos registrados no inquérito, os agentes receberam a informação de que um BYD branco trafegava em alta velocidade e com uma roda aparentemente em chamas. Os policiais afirmaram que tentaram abordar o veículo em diferentes pontos da Avenida Brasil, mas o motorista não teria obedecido às ordens de parada.
Os agentes relataram ainda que ouviram disparos durante o acompanhamento e que Jefferson teria realizado manobras que colocaram as equipes em risco. Após o carro bater na mureta de proteção, na altura da estação do BRT Marinha Mercante, os policiais disseram ter feito novos disparos contra os pneus.
Ainda não foi esclarecido de qual arma partiu o tiro que matou Jefferson nem a origem dos disparos mencionados pelos policiais. Também não há confirmação de que o secretário estivesse armado ou de que tenha havido descumprimento dos protocolos de abordagem.
A mulher do secretário informou à Polícia Civil que ele havia ingerido bebida alcoólica em um quiosque na Barra da Tijuca antes de dirigir. Segundo o relato, Jefferson telefonou durante a tarde e disse que algumas pessoas estavam “brigando com ele”, mas ela afirmou não ter entendido o que estava ocorrendo.
Jefferson foi vereador de Queimados por três mandatos e, após não conseguir a reeleição em 2024, foi nomeado secretário pelo prefeito Glauco Kaizer. Empresário dos setores de transporte e imobiliário, ele era casado e pai de uma filha.
O enterro ocorreu nesta terça-feira (20), no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu. Além do inquérito da Polícia Civil, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar abriu procedimento interno para verificar a conduta dos agentes.
Fonte: g1