Estudantes, professores e funcionários públicos foram às ruas nesta quarta-feira, 21 de outubro, em Atenas, Tessalônica e Patras, na Grécia, para exigir mais investimentos na educação e aumento salarial.
Segundo um porta-voz da polícia, cerca de 5 mil pessoas protestaram em Atenas, 3 mil em Tessalônica e outras 3 mil em Patras. O movimento ocorre de forma semelhante às manifestações realizadas na França.
Dezenas de estudantes montaram barracas na noite de terça-feira na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, em Atenas, e em uma via para pedestres de Tessalônica, segundo a agência AFP.
Os manifestantes também criticam as condições das escolas. O estudante Yiannis Papanikolaou, de 17 anos, afirmou que há prédios mal conservados, com gesso caindo, janelas quebradas e sistemas de aquecimento sem funcionar.
Um complexo escolar em Atenas está fechado há duas semanas após um vazamento de gás que deixou 4 mil alunos sem aulas. O caso continua sob investigação.
Em 2023, a Grécia destinou 3,3% do Produto Interno Bruto à educação, abaixo da média de 4,7% da União Europeia, segundo a Eurostat. O sindicato dos docentes do ensino médio OLME estima que faltem 15 mil professores nas escolas do país.
O salário mínimo grego, apesar de reajustes recentes, não ultrapassa 920 euros líquidos por mês. Em setembro, a inflação no país ficou em 5,1%, acima da média de 3,8% registrada na zona do euro, também de acordo com a Eurostat.
Na segunda-feira, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis afirmou que a Grécia não voltará ao período de grande agitação social registrado durante a crise financeira.
Fonte: O Globo