Criminosos estão adulterando ou criando QR Codes para desviar pagamentos por Pix, em golpes que podem ocorrer tanto em compras online quanto em estabelecimentos físicos. A fraude, conhecida como quishing, leva o consumidor a transferir dinheiro para uma conta diferente da prevista.
Na internet, os fraudadores podem substituir o código de pagamento em páginas aparentemente legítimas ou criar sites falsos que imitam lojas conhecidas. Em bares, restaurantes, feiras e estacionamentos, uma das estratégias é colar adesivos com códigos falsos sobre os originais.
Boletos impressos também podem ser adulterados. Nesse caso, o QR Code é trocado por outro que direciona o valor para uma conta controlada pelos criminosos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recomenda conferir, no aplicativo da instituição financeira, o nome do recebedor e o valor antes de confirmar a operação. Se os dados não corresponderem à compra ou ao estabelecimento, o pagamento deve ser interrompido.
Em locais físicos, o consumidor deve observar se há adesivos sobrepostos ou sinais de alteração no código. Nas compras pela internet, a orientação é acessar sites oficiais, verificar o endereço eletrônico e evitar links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais.
Também é recomendável desconfiar de ofertas muito vantajosas e de abordagens que pressionem pelo pagamento imediato. Mesmo que o boleto ou a página pareça legítimo, a conferência dos dados exibidos pelo aplicativo do banco pode revelar a fraude antes da transferência.
Fonte: g1