Ir para o conteúdo

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Escritório de Flávio recebe R$ 4 milhões de advogado antes de votação no Senado

Escritório de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 4 milhões da banca de advogado antes de o Senado aprovar sua indicação para o CNMP.

Compartilhe
WhatsApp

O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu R$ 4 milhões da banca de Edvaldo Nilo de Almeida em 2025, incluindo um pagamento feito três semanas antes de o Senado aprovar o nome do advogado para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Segundo Nilo, o escritório dele transferiu R$ 2 milhões à sociedade de advocacia de Flávio em 6 de agosto e outros R$ 2 milhões em 21 de outubro. O advogado afirmou que os pagamentos decorreram de um contrato firmado em abril de 2025 para serviços prestados conjuntamente a clientes privados, sem uso de recursos públicos ou participação de entes federativos.

De acordo com informações do Senado, Flávio Bolsonaro votou na sessão que analisou a indicação de Nilo, mas não é possível saber sua posição porque a votação foi secreta. O nome foi aprovado por 54 votos a 3.

Nilo integra o CNMP desde 2023, em vaga destinada à Câmara dos Deputados, e foi reconduzido em 2025. Antes da votação no plenário, recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com relatório favorável do senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Nilo também integrou a Comissão de Ética Pública entre 2022 e 2025, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.

O escritório de Flávio emitiu notas fiscais que somam ao menos R$ 13,7 milhões entre janeiro de 2023 e julho de 2026. A informação foi confirmada pelo GLOBO após análise, pelo UOL, de 62 documentos fiscais.

Segundo o UOL, os pagamentos foram direcionados a contas mantidas no Santander e no BRB. Uma conta do Santander identificada em um dos documentos é apontada pela Polícia Federal como vinculada a Flávio e ao advogado Willer Tomaz. Os dois negam ter compartilhado uma conta bancária.

Fonte: O Globo

Leia também