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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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Dívidas entre clubes desafiam fair play financeiro da CBF

Débitos entre clubes das Séries A e B expõem dificuldades para a implementação do fair play financeiro da CBF.

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Decisões da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), com base em débitos registrados até 30 de junho de 2026, identificaram atrasos entre clubes das Séries A e B e pressionam a implementação do fair play financeiro pela CBF.

Na Série B, oito clubes declararam pendências por contratações realizadas desde janeiro de 2026. Ao todo, 18 equipes tinham valores a receber, em um montante de R$ 3,6 milhões. Após as notificações, R$ 1 milhão foi pago e R$ 2,6 milhões continuam em aberto.

O cruzamento das decisões mostra uma rede de débitos entre as equipes. O Santos aparece como credor de Ceará e Atlético-MG; o Fluminense tem valores a receber de Ponte Preta e Náutico; e o Cruzeiro possui obrigações relacionadas ao Náutico e ao Grêmio, neste último caso por um contrato de 2025.

Vasco e Athletico-PR também aparecem em obrigações recíprocas por transferências de jogadores. O clube paranaense alegou que poderia compensar uma parcela vencida com um crédito a receber do Vasco, mas a agência registrou que a compensação não havia sido efetivada e manteve a cobrança.

As dívidas anteriores a 2026 estão em período de transição, com prazo previsto para terminar em 30 de novembro. Já os débitos assumidos neste ano estão sujeitos às sanções do regulamento, incluindo a proibição de registrar novos atletas, conhecida como transfer ban.

Grêmio, São Paulo, Atlético-MG e Internacional receberam punições mais graves e poderão sofrer transfer ban se não quitarem, em 45 dias, dívidas contraídas em 2026. Corinthians, Botafogo, Vitória, Santos, Remo e Vasco foram advertidos.

Clubes da Série A articulam um pedido para ampliar o prazo de adaptação às regras. A intenção é formalizar a solicitação à CBF após o retorno de equipes que se comprometeram a se manifestar até 23 de outubro.

Segundo um representante da articulação, a extensão não representa rejeição ao fair play financeiro, mas uma tentativa de considerar o volume de passivos acumulados. O Santos lidera o movimento e afirma buscar acordos com clubes devedores, entre eles Ceará e Atlético-MG, para evitar sanções mais severas.

Fonte: O Globo

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