O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta-feira (21), em São Paulo, que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, apresentou 19 exigências para autorizar a divulgação de seus sigilos e, segundo sua avaliação, não pretende tornar os dados públicos.
Alckmin defendeu que candidatos eleitos para a Presidência e a Vice-Presidência não tenham sigilos fiscal, bancário ou telefônico. Para ele, ocupantes de cargos públicos devem prestar contas à sociedade.
O vice-presidente também declarou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorda com as condições apresentadas por Flávio. O coordenador político da campanha de Lula, senador Camilo Santana (PT-CE), informou que a resposta será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira (22).
As exigências de Flávio abrangem dados relacionados a Lula, familiares, assessores e empresas. Entre os pedidos estão informações sobre sigilos de parentes do presidente, registros de visitantes do Palácio do Planalto, agendas da primeira-dama Janja, gastos de cartão corporativo e questões relacionadas aos casos Master e INSS.
Na petição apresentada ao TSE, Lula autorizou a liberação e a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos últimos oito anos, além dos dados de familiares, desde que Flávio também permita a divulgação de informações dele, de parentes e de empresas ligadas ao candidato do PL.
Alckmin ainda criticou o desempenho de Flávio no debate realizado pela Band no domingo (18), afirmando que o senador não teria respondido aos questionamentos feitos durante o encontro. Lula também comentou o episódio durante um ato de campanha em Belo Horizonte e acusou o adversário de apresentar informações falsas.
Fonte: g1