O Real Madrid cobra de Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham uma parcela dos custos iniciais da Superliga Europeia, anunciada em abril de 2021 e abandonada após críticas e desistências. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Athletic.
Segundo o veículo, as despesas com a criação e a promoção da competição podem chegar a € 80 milhões. A cobrança pode terminar na Justiça caso os clubes não cheguem a um acordo.
O Real Madrid interpreta o acordo de acionistas firmado pelos clubes fundadores como uma obrigação de dividir também os custos de implementação do projeto. Os clubes ingleses entendem que suas responsabilidades terminaram quando deixaram a iniciativa e afirmam que os documentos conhecidos não estabelecem claramente essa obrigação financeira.
A Superliga foi anunciada por 12 clubes. Além dos seis ingleses, Atlético de Madrid, Milan e Inter de Milão abandonaram o projeto nos dias seguintes ao lançamento; a Juventus saiu em 2023, e o Barcelona formalizou sua retirada em fevereiro de 2026.
Até agora, Real Madrid, Barcelona e Juventus dividiram as despesas de preparação jurídica e promoção da competição. O clube espanhol defende que os custos sejam repartidos entre os 12 fundadores, mas a cobrança depende da interpretação dos contratos e de um possível acordo entre as partes.
A discussão também envolve a possível chegada de Bernd Reichart ao Real Madrid. Ex-presidente-executivo da A22 Sports, empresa que promoveu a Superliga, ele deve assumir uma função ligada às operações comerciais do clube após deixar a companhia. A eventual dívida seria atribuída à estrutura empresarial responsável pelo projeto, e não diretamente ao Real Madrid.
A A22 Sports e os seis clubes ingleses não comentaram o caso, de acordo com o The Athletic.
Fonte: O Globo