Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram propostas para reduzir o endividamento de famílias e empresas nas Eleições 2026, mas os planos têm diferenças e lacunas sobre alcance e execução.
O programa de Lula prevê limitar a R$ 15 bilhões o gasto primário do governo, dividido entre 2027 e 2028. A iniciativa já foi lançada por medida provisória e pretende renegociar R$ 150 bilhões em dívidas até meados de 2028.
Na proposta, o governo comprará carteiras de dívidas de bancos, empresas varejistas e prestadoras de serviços básicos, com desconto mínimo de 90%. Os devedores poderão quitar os valores à vista ou em parcelas, com o abatimento repassado aos clientes.
Os microempreendedores individuais terão prioridade nos leilões de compra de carteiras. Segundo o Ministério da Fazenda, o programa considera R$ 6 bilhões em dívidas desse grupo; com o deságio de 90%, o impacto fiscal estimado é de R$ 600 milhões, já incluído no limite de R$ 15 bilhões.
Flávio também propôs comprar dívidas dos bancos e refinanciá-las pela Caixa Econômica Federal. Em debate na Band, ele afirmou que pessoas físicas teriam seis meses de carência e empresas ficariam um ano sem iniciar os pagamentos.
A campanha não informou o tamanho nem o escopo do programa de Flávio. Após críticas nas redes sociais, a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, disse que a medida para empresas deverá priorizar micro e pequenas empresas, com prazo de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento.
Fonte: O Globo