O treinador espanhol Pep Guardiola fez um apelo humanitário pela população de Gaza em vídeo divulgado no domingo (18 de outubro) nos perfis em espanhol da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).
Na gravação, com pouco mais de três minutos, Guardiola criticou a forma como as vítimas da guerra são descritas e afirmou: "Não são mortos, são pessoas assassinadas; não são números, são vidas que tinham nome, rosto, família, sonhos e lembranças".
O treinador também mencionou os efeitos dos ataques sobre as crianças, a fome e a destruição na Faixa de Gaza. Segundo ele, "o inferno continua" e a população palestina sofre um processo de desumanização.
Guardiola citou ainda a violência na Cisjordânia, incluindo demolições de casas, deslocamentos forçados e ataques de colonos contra plantações de oliveiras. Ele afirmou que a UNRWA presta assistência à saúde, proteção e ajuda humanitária a refugiados palestinos há mais de 75 anos.
Durante o vídeo, o treinador disse que mais de 74 mil pessoas foram mortas em Gaza, número que atribuiu ao governo de Israel, e afirmou que a entrada de ajuda humanitária continua sendo dificultada. A declaração não foi acompanhada, no conteúdo enviado, de indicação da fonte específica do número.
Ao final, Guardiola pediu apoio à agência da ONU e declarou que o silêncio diante da situação representa uma forma de tomar partido. "A Palestina importa, e a Palestina precisa de justiça e paz", afirmou.
Fonte: O Globo