A Otan anunciou em 20 de outubro o envio de recursos adicionais ao Mar Negro após uma sequência de ataques contra navios comerciais próximos à Bulgária e à Romênia, dois países membros da aliança. A medida inclui apoio à vigilância, ao reconhecimento e à perícia na região.
Segundo a porta-voz da Otan, Alisson Hart, os embaixadores dos 31 países da organização aprovaram o reforço, que poderá envolver aeronaves de patrulha, radares, drones e ferramentas de inteligência.
Nas duas semanas anteriores, pelo menos sete navios foram afundados na área, deixando quase 30 tripulantes mortos ou desaparecidos, de acordo com o conteúdo original. Na costa búlgara, um ataque deixou 11 tripulantes desaparecidos; dias depois, duas embarcações que transportavam produtos químicos foram atingidas por drones na Romênia, perto de um canal que liga o Mar Negro ao rio Danúbio.
Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques. Analistas e comandantes militares, porém, acusam a Rússia de tentar provocar danos econômicos e testar a disposição da Otan de responder coletivamente a ameaças contra seus membros.
A guerra entre Rússia e Ucrânia mantém a navegação no Mar Negro sob risco desde 2022. A região é usada para o escoamento da produção dos países do entorno e também integra as áreas consideradas estratégicas para a segurança europeia.
Autoridades ocidentais afirmam que ações de guerra híbrida, como incursões localizadas e ataques contra áreas urbanas, podem ocorrer na Europa. A Rússia nega as acusações, enquanto o chanceler Sergei Lavrov disse que Moscou não pretende entrar em guerra com a Europa, mas acusou os países europeus de se prepararem para um conflito contra seu país.
Fonte: O Globo