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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

MPT apura denúncia de assédio eleitoral envolvendo Prefeitura de São Paulo

MPT apura denúncia de suposto assédio eleitoral envolvendo a Prefeitura de São Paulo após pedidos de apoio a Flávio Bolsonaro.

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) apura uma denúncia de suposto assédio eleitoral envolvendo a Prefeitura de São Paulo e entidades conveniadas à administração municipal. O procedimento foi confirmado pelo órgão nesta terça-feira (20), após a divulgação de vídeos e áudios em que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) pede apoio de servidores comissionados à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Nas gravações, obtidas pelo g1, Nunes orienta os participantes a divulgar a campanha nas redes sociais, usar adesivos e mobilizar eleitores para atos políticos. Em um dos registros, ele afirma que seria necessário “colocar o 22 no peito” e participar das atividades de campanha.

O prefeito também teria pedido a criação de listas de transmissão no WhatsApp para convocar pessoas para uma manifestação realizada no domingo (18), na Avenida Paulista. Durante o discurso, Nunes criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno marcado para domingo (25).

O MPT informou que recebeu uma denúncia relacionada à suposta prática de assédio eleitoral em relações de trabalho envolvendo a prefeitura e entidades conveniadas. Segundo o órgão, os fatos estão em apuração e não há, por enquanto, outras informações a serem divulgadas.

Uma funcionária de uma creche administrada pela ONG Pleno Viver, entidade conveniada à prefeitura, também relatou ao g1 que teria sido pressionada pela direção a participar do ato político. A trabalhadora, que pediu anonimato por medo de represálias, afirmou que empregados foram chamados individualmente para assinar uma lista de participação e que seriam oferecidas folgas como contrapartida.

As informações sobre a pressão na creche são atribuídas ao relato da funcionária e ainda integram o contexto da denúncia em apuração pelo MPT. Não há, até o momento, conclusão do órgão sobre a ocorrência de assédio eleitoral ou responsabilização dos envolvidos.

Fonte: g1

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