Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram propostas para reduzir o endividamento de famílias e empresas durante a campanha do segundo turno das eleições de 2026, mas o plano de Flávio ainda não teve o escopo definido.
Flávio afirmou, em debate da Band, que o governo compraria dívidas de bancos e refinanciaria os débitos pela Caixa Econômica Federal. A promessa prevê carência de seis meses para famílias e de um ano para empresas começarem a pagar.
Após o debate, a proposta foi interpretada nas redes sociais como um congelamento de dívidas e um possível calote bancário. Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha, afirmou depois que o programa deve priorizar micro e pequenas empresas, mas a campanha não esclareceu se a compra alcançaria todas as dívidas em atraso.
Já o programa de Lula limita o gasto primário do governo a R$ 15 bilhões, distribuídos entre 2027 e 2028. A iniciativa foi lançada por medida provisória e prevê a compra, com desconto mínimo de 90%, de carteiras de dívidas de bancos, varejistas e empresas de serviços básicos, com repasse da redução aos devedores.
O programa pretende limpar R$ 150 bilhões em dívidas até meados de 2028. Microempreendedores individuais terão prioridade nos leilões de compra de carteiras, e o volume de débitos desse grupo é estimado em R$ 6 bilhões; considerando o desconto de 90%, o impacto fiscal seria de R$ 600 milhões, segundo o Ministério da Fazenda.
Fonte: O Globo