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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Lula antecipa Bolsa Família antes do segundo turno, como Bolsonaro em 2022

Governo Lula antecipa pagamentos do Bolsa Família para concluir os repasses antes do segundo turno, repetindo medida de Bolsonaro em 2022.

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O governo Luiz Inácio Lula da Silva antecipou para 21 de outubro a conclusão do pagamento do Bolsa Família referente a outubro, antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A medida repete uma decisão adotada por Jair Bolsonaro em 2022, quando o programa se chamava Auxílio Brasil.

O calendário deste mês previa pagamentos até 30 de outubro. A antecipação também será aplicada aos repasses de novembro e dezembro, segundo o governo.

O benefício de outubro já inclui o reajuste de 15% anunciado em setembro, que elevou o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691.

O governo justificou a mudança como uma ação “preventiva para mitigar os efeitos do super El Niño sobre as famílias mais vulneráveis”. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o país registrou 518 situações de emergência e calamidade pública entre agosto e setembro, mais que o dobro do mesmo período do ano anterior, principalmente em razão de chuvas fortes no Sul.

Em 2022, Bolsonaro antecipou os pagamentos do Auxílio Brasil um dia depois do primeiro turno, no qual terminou atrás de Lula. Os repasses, previstos inicialmente entre 18 e 31 de outubro, foram realizados de 11 a 25 daquele mês.

Na eleição atual, Lula também chega ao segundo turno em desvantagem, com 45,16% dos votos no primeiro turno, contra 47,03% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo os dados apresentados na matéria.

Em 2022, o benefício mínimo do Auxílio Brasil havia subido de R$ 400 para R$ 600 por meio da chamada PEC Eleitoral, com validade até dezembro. Naquele mês, o governo anunciou ainda a inclusão de cerca de 500 mil famílias, elevando o atendimento para mais de 21 milhões.

O governo Bolsonaro também liberou, em outubro daquele ano, empréstimos consignados com desconto nas parcelas do Auxílio Brasil. Especialistas criticaram a modalidade pelo risco de superendividamento, e a Caixa Econômica Federal suspendeu as contratações em janeiro de 2023, durante o governo Lula, antes de encerrar a oferta após estudos técnicos.

Fonte: O Globo

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