A atriz Isabel Teixeira revelou que foi diagnosticada com a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética rara que aumenta o risco de desenvolvimento de diferentes tipos de câncer ao longo da vida. A descoberta ocorreu após a análise do histórico da família, marcada por casos da doença.
A síndrome está associada a alterações hereditárias no gene TP53, responsável pela produção de uma proteína que ajuda a identificar e corrigir falhas durante a divisão celular. A mutação não significa que a pessoa tenha câncer, mas indica uma predisposição que exige acompanhamento médico frequente.
Segundo a reportagem, a mãe de Isabel morreu de câncer em 2006, um ano depois da morte da avó da atriz pela mesma doença. Após receber o resultado do teste genético, Isabel passou a adotar novos cuidados, incluindo monitoramento regular e procedimentos preventivos.
A atriz também investigou se os filhos haviam herdado a alteração. O filho recebeu resultado negativo, enquanto a filha apresentou a mesma mutação associada à síndrome.
Especialistas afirmam que o rastreamento periódico permite identificar tumores em fases iniciais, antes do aparecimento de sintomas. O acompanhamento pode envolver exames de imagem, ultrassonografias, análises laboratoriais e consultas regulares, conforme a avaliação médica.
A síndrome pode atingir várias gerações de uma mesma família. Por isso, o histórico familiar de câncer é considerado um dos principais sinais para indicar aconselhamento genético e eventual testagem de parentes.
Pesquisadores também estudam a presença, no Brasil, de uma mutação específica do gene TP53 associada a uma antiga linhagem de origem europeia. Levantamentos do Instituto Nacional de Câncer identificaram essa alteração em diferentes regiões do país.
Fonte: g1/Fantástico