A atriz Isabel Teixeira revelou, em reportagem do Fantástico exibida nesta terça-feira (20), que foi diagnosticada com a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética rara que aumenta o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer ao longo da vida.
A síndrome é causada por alterações hereditárias no gene TP53, responsável por produzir uma proteína que ajuda a identificar e corrigir falhas durante a divisão celular. A mutação não significa que a pessoa tenha câncer ou necessariamente desenvolverá a doença, mas indica uma predisposição que exige acompanhamento médico contínuo.
No caso da atriz, a investigação foi motivada pelo histórico familiar. A mãe de Isabel morreu de câncer em 2006, um ano depois da morte da avó da artista pela mesma doença. Após receber o diagnóstico, Isabel mudou hábitos, passou a fazer exames frequentes e adotou medidas preventivas, incluindo cirurgias.
Os testes também mostraram que o filho da atriz não herdou a alteração genética, enquanto a filha recebeu o mesmo diagnóstico. A síndrome pode ser transmitida entre gerações, por isso especialistas recomendam avaliar familiares de pessoas identificadas com a mutação.
O principal objetivo do acompanhamento é detectar tumores em estágios iniciais, antes do aparecimento de sintomas. O protocolo pode incluir exames de imagem, ultrassonografias, análises laboratoriais e consultas regulares, definidos pela equipe médica de acordo com o histórico de cada paciente.
Pesquisadores também investigam a presença de uma mutação específica associada à síndrome em diferentes regiões do Brasil. Segundo informações apresentadas na reportagem, estudos apontam que essa alteração teria chegado ao país com um imigrante europeu e se espalhado entre gerações, com frequência elevada em algumas áreas.
Fonte: g1