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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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SEGURANÇA

Governador em exercício afasta três PMs após morte de secretário de Queimados

Governador em exercício afasta três PMs após secretário de Queimados morrer baleado durante abordagem na Avenida Brasil.

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O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, determinou nesta terça-feira (20) o afastamento imediato dos três policiais militares envolvidos na ocorrência que terminou com a morte do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimados, Jefferson Dias da Silva, de 51 anos. Ele foi baleado na noite de segunda-feira (19), na Avenida Brasil, na Penha, Zona Norte do Rio.

Jefferson, conhecido como Jefferson da Linave, era empresário e ex-vereador de Queimados. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da abordagem, enquanto a Corregedoria-Geral da Polícia Militar também investiga o caso.

Segundo o governo estadual, a perícia foi realizada no local, as armas dos agentes foram apreendidas e as imagens das câmeras corporais estão sendo analisadas. O Executivo classificou o episódio como grave e afirmou que a apuração deve ser rigorosa, rápida e transparente.

De acordo com os relatos dos policiais à Delegacia de Homicídios da Capital, a equipe recebeu informação sobre um BYD branco que trafegava em alta velocidade e estaria com uma roda em chamas. Os agentes disseram que Jefferson não obedeceu às ordens de parada e que ouviram disparos durante a perseguição.

Um dos policiais afirmou ter efetuado sete disparos com um fuzil calibre 7,62 milímetros ao perceber, segundo seu relato, uma situação de perigo iminente. Vídeos feitos por motoristas mostram agentes atirando na direção do veículo.

O carro acabou batendo na mureta de proteção da Avenida Brasil, na altura da Passarela 14. Jefferson foi encontrado morto dentro do automóvel após os policiais quebrarem um dos vidros para acessar o interior do veículo.

A investigação ainda não identificou a origem dos disparos que atingiram o secretário nem dos tiros que os policiais disseram ter ouvido. Até a última atualização, também não havia confirmação sobre se Jefferson estava armado.

A Polícia Civil determinou perícias nas armas utilizadas pelos agentes, com possibilidade de confronto balístico, além da análise de imagens da ocorrência e dos exames realizados no corpo da vítima. O governo informou que acompanhará a apuração e poderá adotar outras medidas caso sejam constatadas irregularidades.

Fonte: g1

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