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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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França prorroga toques de recolher após distúrbios

França prorroga toques de recolher em cidades afetadas por distúrbios após protestos contra o custo de vida deixarem milhares de lojas saqueadas.

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O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta terça-feira (20) que os toques de recolher adotados em diferentes cidades serão prorrogados onde a situação exigir, após as restrições ajudarem a conter a violência na noite de segunda-feira.

As medidas foram implementadas em áreas de Paris, Marselha e Lyon. Nice, Lille, Denain e Douai também adotaram restrições semelhantes para menores de idade em alguns bairros; em Nice, elas permanecerão em vigor até domingo.

Os protestos contra o custo de vida começaram no fim de semana e terminaram com mais de 3 mil lojas saqueadas e 2,5 mil pessoas detidas, segundo as autoridades. Prédios públicos também foram atacados.

Em Marselha, o prefeito Benoît Payan confirmou a extensão do toque de recolher para menores em determinadas áreas do centro até a noite desta terça-feira. Ele afirmou que a medida precisa ser acompanhada de efetivo policial suficiente.

Lecornu disse que novos toques de recolher serão decretados onde a situação justificar e afirmou que o governo ainda pode declarar estado de emergência. Uma nova convocação de protestos está prevista para sábado, e o primeiro-ministro prometeu uma mobilização policial "maciça".

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, afirmou que mais de 700 pessoas devem ser julgadas nos próximos dias. Segundo ele, 123 pessoas estavam presas desde o fim de semana, entre detidos preventivamente e alvos de mandados de prisão.

As autoridades francesas também investigam cerca de 50 casos criminais relacionados aos distúrbios. Em Limoges, um homem de 34 anos identificado pela polícia como integrante da ultraesquerda foi preso sob suspeita de envolvimento no incêndio que destruiu a sede da prefeitura.

O governo atribui a violência a pequenos grupos de ultraesquerda e a criminosos que teriam se aproveitado dos protestos para saquear e depredar estabelecimentos. A oposição contesta a atuação das forças de segurança, enquanto prefeitos de Paris, Marselha e Lyon pedem uma investigação independente sobre a resposta policial.

Fonte: O Globo

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