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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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EDUCAÇÃO

Ex-alunos oferecem cursos gratuitos de costura e bordado em Jardim Gramacho

Associação criada por ex-alunos oferece aulas gratuitas de costura e bordado para cerca de 80 mulheres em Jardim Gramacho.

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Ex-alunos do CIEP 218 Brasil-Turquia criaram uma associação que oferece cursos gratuitos de costura e bordado para moradores de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Cerca de 80 mulheres estão matriculadas nas aulas, realizadas na sede da organização.

A Associação de Formandos Bratur também promove projetos educacionais, como aulas de reforço escolar. As atividades são conduzidas por voluntários e buscam ampliar a qualificação profissional e as possibilidades de geração de renda na comunidade.

O curso começa com noções básicas de costura e avança para técnicas de bordado. As participantes aprendem a confeccionar, consertar e personalizar peças como roupas, cortinas, bolsas e tapetes.

Segundo Matheus Nascimento, diretor da associação, a iniciativa surgiu a partir da experiência dos ex-alunos com a realidade de Jardim Gramacho. Ele nasceu e cresceu na região, marcada pela presença do antigo aterro sanitário, onde seu pai trabalhava, e afirma que muitas famílias dependiam de atividades relacionadas ao lixo.

A associação foi criada inicialmente para oferecer reforço escolar. Com o aumento da procura, os integrantes passaram a desenvolver novas ações, entre elas as aulas de costura voltadas principalmente a mulheres interessadas em aprender uma atividade profissional ou obter renda extra.

Entre as alunas está Solange Alves, dona de casa que conheceu o projeto por meio de amigas. Ela disse que pretende aprender a realizar consertos e produzir peças, além de avaliar a possibilidade de transformar o aprendizado em profissão.

Também participa do curso Andressa de Oliveira, que trabalha como manicure. Para ela, as aulas podem ampliar seus conhecimentos e abrir oportunidades para novos projetos profissionais.

O projeto ainda envolve estudantes do CIEP 218, como Gabryella Victoria Silva. A jovem participa das atividades e afirma que pretende ser professora, por acreditar que a educação pode contribuir para transformar a sociedade.

Fonte: g1

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