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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Empresa ligada a vereador preso divulgou candidatura a clientes antes da eleição

Empresa investigada na Operação Backbone enviou mensagens a clientes para divulgar a candidatura do vereador Fábio Silva em 2024.

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A Nort Telecom, empresa investigada na Operação Backbone e ligada ao vereador Fábio Silva (Podemos), enviou mensagens a clientes para divulgar a candidatura dele antes das eleições municipais de 2024. Silva foi preso nesta segunda-feira (19), em Londrina, no Paraná, durante a operação da Polícia Federal contra um esquema de monopólio de internet atribuído ao Comando Vermelho.

Uma das mensagens informava que a empresa apoiava as iniciativas do então pré-candidato e convidava os destinatários a segui-lo nas redes sociais. O sistema automático de atendimento da Nort Telecom também utilizava o nome do vereador e o número eleitoral 20669.

O Ministério Público Eleitoral recebeu, em 2024, uma denúncia segundo a qual clientes teriam sido ameaçados de corte do serviço caso não votassem em Silva, mesmo estando em dia com os pagamentos. O órgão pediu a cassação do mandato por suspeita de abuso de poder econômico e político, mas a Justiça Eleitoral absolveu o vereador no processo.

Silva também foi multado em R$ 5 mil por propaganda eleitoral irregular. A denúncia citava ainda a pintura de espaços públicos e barricadas do Complexo do Chapadão na cor verde, usada na campanha do parlamentar, mas testemunhas apresentaram versões divergentes sobre a participação direta dele nas intervenções.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Backbone investiga provedores que atuariam nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão sob controle do Comando Vermelho. A apuração busca esclarecer se empresas pagavam tarifas à facção para operar nos territórios e se eram utilizadas para lavar dinheiro.

Fábio Silva nega ligação com práticas ilícitas. A defesa informou que se manifestará após ter acesso aos autos. O vereador foi levado ao Centro Integrado de Triagem de Londrina, e a transferência para o Rio de Janeiro depende de autorização do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: g1

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