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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Conselho da Meta critica falhas recorrentes na moderação eleitoral

Conselho de Supervisão da Meta critica falhas recorrentes na moderação eleitoral e cobra regras mais transparentes da empresa.

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O Conselho de Supervisão da Meta afirmou nesta terça-feira (20) que a empresa enfrenta falhas recorrentes na moderação de conteúdos eleitorais e cobrou regras mais transparentes e consistentes durante as eleições.

Em comunicado, o órgão citou restrições técnicas que atingiram contas do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva e de apoiadores no Brasil. Segundo o Conselho, o episódio gerou acusações de interferência eleitoral, mas a entidade não declarou que houve interferência comprovada no processo brasileiro.

O órgão independente, conhecido como Oversight Board, afirmou que problemas de moderação em períodos eleitorais costumam ocorrer tanto pela aplicação excessivamente rigorosa das regras, que pode suprimir manifestações políticas, quanto pela aplicação insuficiente, que pode comprometer a integridade eleitoral.

O Conselho também pediu que a Meta divulgue métricas capazes de avaliar a eficácia de suas medidas. A entidade afirmou que a empresa apresenta números gerais, como a quantidade de anúncios armazenados e contas removidas, mas ainda não publica indicadores que permitam medir de forma transparente eventuais falhas na aplicação das regras.

A manifestação foi divulgada no mesmo dia em que a Meta respondeu ao Tribunal Superior Eleitoral sobre medidas para garantir tratamento igualitário às candidaturas e aos anúncios eleitorais no segundo turno. A empresa afirmou ter cumprido as determinações judiciais e reconheceu que podem ocorrer erros, como o bloqueio indevido de anúncios autorizados.

O debate ocorre após as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro relatarem prejuízos na distribuição de conteúdos nas plataformas da Meta. Em decisão de 15 de outubro, o TSE determinou que a empresa não reduzisse a distribuição, eliminasse recomendações ou restringisse buscas de conteúdos político-eleitorais relacionados às candidaturas do segundo turno.

O Conselho também alertou que a remoção indevida de manifestações políticas antes de uma eleição pode desestimular a participação dos eleitores. A entidade defendeu que os sistemas automatizados considerem o idioma, o contexto político e as nuances de cada publicação, especialmente quando não houver incitação à violência.

Fonte: G1

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