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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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China pede que EUA revoguem proibição do DeepSeek em órgãos federais

China pede que os EUA revoguem a proibição do DeepSeek em órgãos federais e critica sanções contra empresas chinesas de inteligência artificial.

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O Ministério do Comércio da China pediu nesta terça-feira (20) que os Estados Unidos revoguem a proibição do uso do modelo de inteligência artificial DeepSeek nos sistemas de agências federais civis americanas.

A medida foi determinada na segunda-feira (19) pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), que ordenou a remoção dos produtos da DeepSeek e de serviços de terceiros baseados no modelo dos sistemas de tecnologia da informação das agências. A ordem também impede novas aquisições desses produtos e serviços.

Segundo o DHS, os modelos da empresa chinesa representam múltiplos vetores de ameaça e podem permitir a transferência de dados confidenciais para a China quando utilizados por funcionários do governo ou fornecedores.

O governo chinês afirmou estar profundamente insatisfeito e se opor à decisão, que classificou como prejudicial aos interesses de empresas chinesas e incompatível com acordos firmados pelos líderes dos dois países. Pequim também disse que acompanhará os desdobramentos e adotará medidas para proteger seus interesses.

O Ministério do Comércio chinês ainda pediu que Washington utilize o mecanismo de diálogo entre os dois países sobre inteligência artificial e implemente os entendimentos alcançados pelos governos.

Em uma declaração separada, a China criticou as sanções anunciadas pelos EUA contra cinco entidades chinesas por suposto roubo de segredos comerciais relacionados à inteligência artificial. Entre os alvos está a Shanghai Zhisuan Technology, empresa fundada pelo ex-engenheiro de software do Google Linwei Ding.

De acordo com o governo americano, Ding foi considerado culpado em janeiro por roubar segredos comerciais de inteligência artificial para beneficiar empresas chinesas. A condenação foi parcialmente anulada em agosto, segundo as informações divulgadas no caso. O Ministério do Comércio da China acusou os EUA de exagerar as alegações e difamar empresas chinesas.

Fonte: g1

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