Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Polícia investiga disparo de arma do deputado Marcelo Aguiar em casa noturna de SP

Polícia investiga disparo da arma do deputado Marcelo Aguiar em casa noturna de SP; ninguém ficou ferido.

Compartilhe
WhatsApp

A Polícia Civil investiga um disparo de arma de fogo ocorrido na madrugada desta segunda-feira (19) dentro de uma casa noturna no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo. A arma pertencia ao deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), e ninguém ficou ferido.

Segundo testemunhas ouvidas pela polícia e pela reportagem, o parlamentar aparentava estar embriagado e teria abordado mulheres no estabelecimento, com investidas e tentativas de contato físico que não teriam sido correspondidas. O boletim da Polícia Militar registra que a confusão começou depois que o deputado teria cantado uma mulher acompanhada de amigos.

Relatos indicam que dois ou três homens foram falar com Aguiar antes do disparo. Uma testemunha afirmou ter visto o deputado cair e ouvido o tiro nesse momento, mas disse não ter conseguido identificar imediatamente a origem do disparo.

A principal hipótese investigada é que a arma tenha disparado acidentalmente durante a queda. A pistola Glock calibre .380 foi apreendida para perícia, que deverá ajudar a esclarecer a dinâmica do episódio e a origem do tiro. O parlamentar tem autorização para portar a arma.

De acordo com o relatório da PM, Aguiar aparentava estar alcoolizado quando foi abordado. O documento também informa que o chefe da segurança da casa noturna disse que o deputado se identificou como parlamentar na entrada, passou por revista e não comunicou que estava armado.

Em depoimento, Aguiar afirmou que passou mal no local após ingerir medicamentos e que ouviu o estampido. Ele declarou ainda que, caso o disparo tenha partido de sua arma, teria ocorrido de forma acidental.

A assessoria do deputado negou que ele tenha sido preso e informou que o parlamentar apenas prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado. Segundo a defesa, ele estava sob efeito de medicamentos fortes, teve uma reação adversa, envolveu-se em uma discussão e pretendia passar por consulta médica.

A Secretaria da Segurança Pública informou que apura questionamentos sobre a ausência de bafômetro ou exame clínico, os relatos envolvendo as mulheres e o eventual uso de placas da Assembleia Legislativa de São Paulo. Até o momento, não há confirmação de feridos ou de conclusão da perícia.

Fonte: g1

Leia também