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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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COTIDIANO

Paralisação de motoristas afeta 267 mil passageiros na Zona Sul de SP

Paralisação de motoristas da antiga Transwolff afeta 267 mil passageiros e interrompe linhas do lote D10 na Zona Sul de São Paulo.

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Motoristas de ônibus que atuavam na antiga Transwolff paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (19), afetando cerca de 267 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo. Os trabalhadores reivindicam a regularização dos recolhimentos do FGTS e do INSS, além de melhorias em benefícios trabalhistas.

A paralisação atinge as linhas do lote D10, operadas por ônibus azuis. Segundo a Prefeitura, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para atender 34 linhas, e foi solicitado reforço policial para duas garagens. As linhas do lote D11 operam normalmente.

Os trabalhadores se concentraram em frente a uma das garagens da antiga Transwolff e também reclamaram do pagamento do vale-alimentação e de outros benefícios. Desde dezembro de 2025, os serviços do lote estão sob responsabilidade da SPTrans, após a Prefeitura decretar a caducidade do contrato com a empresa.

Passageiros relataram dificuldades para chegar aos terminais a partir dos bairros atendidos pelas linhas paralisadas. No Terminal Varginha, em Parelheiros, ônibus de outras empresas circulavam, mas os pontos nas regiões afetadas registravam concentração de usuários.

Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a SPTrans classificaram a paralisação como ilegal por não ter sido comunicada com 72 horas de antecedência, prazo previsto para serviços essenciais. A Prefeitura afirmou que salários e benefícios estão em dia.

Sobre o plano de saúde, a administração municipal informou que está em andamento uma licitação para contratar a empresa responsável pelo serviço. Até a conclusão do processo, segundo a Prefeitura, os trabalhadores recebem uma compensação financeira prevista em acordo coletivo.

A SPTrans declarou ainda que os depósitos de FGTS e INSS estão sendo feitos integralmente em juízo enquanto a Justiça não decide a questão. A Prefeitura também informou que começará a retirar dos ônibus a identificação da Transwolff após a conclusão de uma contratação para remover os adesivos.

Fonte: G1

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