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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Museu do Ipiranga é monitorado com tecnologia a laser usada no Coliseu

Pesquisadores usam escaneamento 3D a laser, aplicado no Coliseu, para monitorar a estrutura do Museu do Ipiranga, em São Paulo.

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Pesquisadores da USP e da Universidade de Ferrara, na Itália, usaram escaneamento 3D a laser para mapear a estrutura do Museu do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo. O levantamento, realizado entre setembro e outubro de 2026, registrou o prédio por dentro e por fora com precisão de milímetros.

A tecnologia permite identificar desníveis, variações de umidade e sinais iniciais de mofo em paredes, pisos e fachadas. O trabalho foi feito ao longo de três semanas e, nos espaços maiores, como o Salão Nobre, ocorreu às segundas-feiras, quando o museu não recebe visitantes.

O equipamento portátil emite feixes de laser e registra as coordenadas de cada ponto das superfícies. Os dados são reunidos em um arquivo digital que representa a edificação e pode ser comparado com levantamentos anteriores.

A equipe italiana já havia escaneado o Museu do Ipiranga entre 2017 e 2018, antes da restauração que manteve o espaço fechado por nove anos. A comparação entre os dois levantamentos permite acompanhar o comportamento da estrutura antes e depois da reforma.

O resultado será usado na criação de um “gêmeo digital” do museu, dentro do projeto Ipiranga Digital. O modelo segue o conceito de HBIM, sigla em inglês para Modelagem de Informação da Construção Histórica, e pode reunir registros de manutenção para ajudar a identificar problemas antes que eles exijam intervenções mais complexas.

Segundo os pesquisadores, o modelo também poderá apoiar simulações de situações associadas às mudanças climáticas, como chuvas mais intensas e períodos de calor extremo. A tecnologia já foi empregada no Coliseu de Roma, monumento que recebe cerca de 30 mil visitantes por dia.

O Museu do Ipiranga foi construído entre 1885 e 1890 e inaugurado em 7 de setembro de 1895. Tombado nas esferas municipal, estadual e federal, o prédio abriga mais de 450 mil itens, entre objetos, fotografias e documentos, além de obras como a tela “Independência ou Morte”, de Pedro Américo.

Fonte: g1

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