O governo do México anunciou nesta segunda-feira, 19 de outubro, que apresentará uma nova denúncia às autoridades dos Estados Unidos após a morte de Emiliano Andrade Covarrubias, de 56 anos, em um centro de processamento migratório do ICE em Laredo, no Texas.
Segundo a presidente Claudia Sheinbaum, Andrade foi detido em junho e tinha diabetes e hipertensão. A família informou ao governo mexicano que ele provavelmente não tinha acesso a todos os medicamentos de que precisava.
O deputado Henry Cuéllar disse ao jornal The Texas Tribune que a morte foi constatada no sábado, 17 de outubro, às 10h, depois que funcionários encontraram Andrade inconsciente durante uma inspeção de rotina. O ICE ainda não divulgou informações oficiais sobre o caso.
A Secretaria de Relações Exteriores do México informou que adotou medidas diplomáticas e jurídicas, como o envio de notas ao Departamento de Estado dos EUA, denúncias às autoridades competentes e ações para facilitar o acesso das famílias à assistência jurídica. No domingo, a chancelaria pediu uma investigação rápida, completa e transparente.
A filha de Andrade, Estefani Andrade, afirmou que soube da morte pelo escritório do legista do condado de Webb, onde é realizada a autópsia. A família pretendia buscar os pertences do migrante no centro de detenção nesta segunda-feira.
De acordo com o jornal El País, a morte elevou para 18 o número de cidadãos mexicanos mortos sob custódia do ICE durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. O consulado mexicano em Laredo informou que aguarda os resultados da perícia antes de divulgar mais detalhes.
Andrade foi o segundo migrante a morrer neste ano em uma instalação do ICE em Laredo. Em junho, o mexicano Félix Alcorta Rodríguez, de 63 anos, morreu após ser encontrado inconsciente em um centro de detenção do condado de Webb, segundo informações do ICE.
Fonte: O Globo