A Meta apresentou uma versão de seus óculos inteligentes sem câmera, chamada Ray-Ban Meta Audio, em uma tentativa de oferecer recursos de áudio com menor impacto sobre a privacidade de pessoas próximas aos usuários.
O modelo mantém funções da linha original, como chamadas telefônicas, reprodução de músicas e podcasts e comandos de voz. O som é transmitido por alto-falantes abertos nas hastes, permitindo que o usuário continue ouvindo o ambiente ao redor.
Segundo a Meta, a armação é mais leve, tem maior autonomia de bateria e será mais barata do que a versão equipada com câmera. A empresa afirma que o produto estava em desenvolvimento havia dois anos e nega que o lançamento tenha sido uma reação imediata às críticas.
Os óculos com câmera, lançados em parceria com a Ray-Ban, foram alvo de controvérsias após relatos de pessoas filmadas sem consentimento. O dispositivo também foi proibido em alguns pubs, teatros, escolas, eventos e instalações militares no Reino Unido.
Especialistas ouvidos pela BBC avaliam que a versão sem câmera pode ajudar a Meta a responder às preocupações do público, mas não indica necessariamente uma mudança de estratégia. A empresa continua desenvolvendo modelos com recursos visuais, incluindo uma geração capaz de exibir informações nas lentes.
Os defensores da privacidade criticam principalmente o risco de gravações não autorizadas. Já usuários com deficiência visual relatam benefícios dos óculos com câmera, que podem descrever ambientes e ler textos em voz alta.
Outras empresas também investem no setor. A Snap lançou óculos com recursos de realidade aumentada, enquanto Samsung e Google são apontadas como companhias que desenvolvem produtos semelhantes. Para analistas, o mercado ainda precisará estabelecer regras sociais e regulatórias para o uso de câmeras em óculos.
Fonte: g1