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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Meta apresenta óculos inteligentes sem câmera em meio a debate sobre privacidade

Meta apresenta óculos inteligentes sem câmera, enquanto críticas ao uso dos modelos com gravação ampliam o debate sobre privacidade.

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A Meta apresentou em 24 de setembro uma versão de seus óculos inteligentes sem câmera, chamada Ray-Ban Meta Audio, em meio às críticas sobre o uso dos modelos atuais para gravar pessoas sem consentimento.

O novo dispositivo mantém recursos de áudio, como reprodução de música, chamadas telefônicas e comandos de voz, com alto-falantes direcionados aos ouvidos. Segundo a empresa, a armação é mais leve, tem maior autonomia de bateria e custa menos do que as versões equipadas com câmera.

A Meta afirma que o produto estava em desenvolvimento havia dois anos e nega que o lançamento tenha sido uma resposta apressada à reação pública. A companhia continuará comercializando os modelos com câmera, que também ganharão novas versões e recursos visuais.

Os óculos Ray-Ban Meta enfrentam críticas por riscos à privacidade. Usuários podem ativar a câmera por comando de voz, e um LED branco pisca durante a gravação, mas ativistas afirmam que a luz pode ser desativada ou contornada por modificações no dispositivo.

No Reino Unido, pubs, teatros, eventos, escolas e uma base da Marinha decidiram restringir ou proibir o uso dos óculos. Também foi criado um aplicativo capaz de identificar dispositivos inteligentes próximos por Bluetooth.

Especialistas citados pela BBC divergem sobre o significado da versão sem câmera. Para alguns, o modelo indica que a Meta ouviu as preocupações sobre privacidade; para outros, trata-se de uma opção complementar que pode ajudar a popularizar os óculos antes da adoção de recursos visuais mais avançados.

Os modelos com câmera também são usados por pessoas com deficiência visual para obter descrições em áudio de ambientes e leitura de textos. Em agosto, a Meta doou 15 mil pares a uma organização voltada a deficientes visuais na Irlanda.

Outras empresas continuam investindo no setor. A Snap lançou óculos com recursos de realidade aumentada, enquanto Samsung, Google e HTC também trabalham em produtos semelhantes, com diferentes mecanismos para tentar reduzir o uso indevido das câmeras.

Fonte: g1

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