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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Lula e Flávio disputam pautas de segurança, trabalho e endividamento

No debate da Band, Lula e Flávio Bolsonaro disputaram pautas de segurança, trabalho e endividamento das famílias.

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trocaram acusações e tentaram avançar sobre temas associados ao adversário no debate presidencial da Band, realizado no domingo (18). O confronto abordou escala 6x1, endividamento das famílias, segurança pública, INSS, Banco Master e benefícios sociais.

Flávio justificou a mudança de posição sobre o fim da escala 6x1. Antes contrário à redução da jornada, o senador votou a favor da proposta na semana anterior e afirmou que ouviu trabalhadores durante viagens pelo país.

O candidato associou a ampliação do tempo livre à segurança pública e disse que o trabalhador precisa ter condições de aproveitar o descanso sem medo de crimes. Ele citou riscos de roubos no transporte público e de violência contra mulheres.

Na área econômica, Flávio apresentou o programa SOS Brasil, que prevê renegociação de dívidas com descontos de até 90%. A proposta inclui um fundo abastecido por royalties do petróleo, imóveis da União e securitização de créditos, mas ainda não detalha como seria financiada a compra das dívidas.

O senador também prometeu criar um Ministério da Prosperidade, comprar dívidas de pessoas físicas e empresas junto aos bancos, suspender pagamentos por seis meses para pessoas físicas e por um ano para empresas e oferecer juros menores após o período de carência.

Lula defendeu o Desenrola 3.0, lançado em setembro para renegociar débitos em atraso, e afirmou que a iniciativa pode alcançar 15 milhões de pessoas. O programa prevê até R$ 15 bilhões para a compra de carteiras de crédito.

Na segurança pública, Lula foi questionado sobre a saída temporária de presos. O presidente defendeu a manutenção do benefício para detentos com bom comportamento e em processo de recuperação, desde que a autorização seja concedida pela Justiça.

O tema também apareceu na discussão sobre a morte de Ana Clara, de cinco anos, atingida por uma bala perdida em fevereiro de 2021, em Niterói. Flávio atuou como advogado do policial militar suspeito de efetuar o disparo, e Lula questionou sua atuação no caso.

Lula defendeu ainda maior participação do governo federal na segurança pública e citou a PEC da Segurança, enviada pelo Executivo ao Congresso e ainda em tramitação no Senado. A proposta busca ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado e às milícias.

O presidente também afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso a PEC seja aprovada. A discussão ocorre enquanto a oposição defende medidas como a redução da maioridade penal, tema sobre o qual Lula admitiu recentemente considerar a possibilidade de responsabilização a partir dos 16 anos em casos de crimes hediondos.

Fonte: O Globo

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