Ir para o conteúdo

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Justiça Federal bloqueia bens de empresa após queda de helicóptero na Vista Chinesa

Justiça Federal bloqueia bens de empresa após queda de helicóptero que matou quatro pessoas e provocou incêndio na Vista Chinesa.

Compartilhe
WhatsApp

A 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro determinou a indisponibilidade de bens da empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. após a queda de um helicóptero na Vista Chinesa, em 8 de agosto. O Ministério Público Federal (MPF) pede R$ 10 milhões por danos ambientais relacionados ao acidente.

A decisão, proferida em 15 de outubro, também determinou que a empresa e seu sócio-administrador apresentem, em 30 dias, um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para restaurar a área afetada. O pedido de indenização ainda será analisado durante o processo.

O acidente ocorreu durante um voo panorâmico comercial e matou o piloto e três passageiros colombianos. A queda provocou uma explosão e um incêndio na vegetação da Mata Atlântica, em área localizada na zona de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca.

Segundo o MPF, perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli identificou danos à fauna e à flora nativas. O órgão também afirma que o incêndio atingiu árvores com mais de cinco metros de altura.

Na ação civil pública, o MPF sustenta que a responsabilidade por danos ambientais é objetiva, ou seja, independe da comprovação de culpa, desde que exista relação entre a atividade e o dano. O órgão pede ainda que eventual indenização por danos morais coletivos seja destinada a ações de conservação e recuperação do Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O Ministério Público afirma que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) identificou falhas na gestão de segurança operacional da empresa, no controle da fadiga dos tripulantes, na identificação das aeronaves e nos registros de manutenção. De acordo com o MPF, a agência suspendeu cautelarmente o Certificado de Operador Aéreo da companhia e interditou outras seis aeronaves da frota.

A ação ambiental não trata das indenizações individuais às vítimas e aos herdeiros, segundo o MPF. Esses direitos deverão ser discutidos em medidas próprias.

Fonte: g1

Leia também