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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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SAÚDE

Isabel Teixeira revela diagnóstico de síndrome de Li-Fraumeni

Isabel Teixeira revela diagnóstico de síndrome de Li-Fraumeni, condição hereditária que aumenta a predisposição a diferentes tipos de câncer.

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A atriz Isabel Teixeira revelou, em reportagem do Fantástico exibida neste domingo (19), que foi diagnosticada com a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética hereditária associada ao aumento do risco de desenvolver diferentes tipos de câncer.

Segundo a reportagem, Isabel investigou a possibilidade de uma alteração genética após a mãe e a avó morrerem de câncer. O diagnóstico foi confirmado em 2019 e, desde então, a atriz passou a adotar medidas preventivas, como abandonar o cigarro e o consumo de álcool, praticar atividades físicas e retirar preventivamente as mamas.

A síndrome está relacionada a alterações no gene TP53, que participa do controle da divisão celular e ajuda a impedir a formação de tumores. A presença da mutação indica uma predisposição maior ao câncer, mas não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a doença.

Isabel também contou que fez testes genéticos nos dois filhos. O resultado do filho foi negativo, enquanto o da filha apontou a presença da alteração. A síndrome pode ser transmitida de pais para filhos, por isso o histórico familiar é um dos elementos usados pelos médicos para recomendar investigação especializada.

De acordo com a reportagem, pessoas com a condição podem ser acompanhadas por protocolos de rastreamento que incluem exames periódicos, como ressonâncias magnéticas, ultrassonografias e análises laboratoriais. A identificação precoce de tumores pode ampliar as possibilidades de tratamento.

A síndrome também é estudada por pesquisadores no Brasil. Uma variante genética associada à condição apresenta maior frequência em algumas regiões do país, especialmente no Sul e no Sudeste. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) analisa mais de 100 mil amostras relacionadas ao teste do pezinho para investigar a distribuição dessa alteração na população.

O acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento ainda é um desafio para muitas famílias. O Ministério da Saúde informou que, desde 2023, amplia a oferta de exames, tratamentos e tecnologias para doenças raras no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: g1

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