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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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SAÚDE

Isabel Teixeira revela diagnóstico de síndrome de Li-Fraumeni

Atriz Isabel Teixeira revela diagnóstico de síndrome de Li-Fraumeni e fala sobre prevenção e risco hereditário de câncer.

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A atriz Isabel Teixeira revelou, em reportagem do Fantástico exibida neste domingo (19), que foi diagnosticada com a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

A investigação começou após a morte da mãe da atriz, em 2006, e da avó, no ano anterior, ambas vítimas da doença. Em 2019, Isabel realizou testes genéticos para apurar se havia uma relação hereditária nos casos de câncer da família.

Segundo a reportagem, a síndrome está associada a alterações no gene TP53, que participa do controle da divisão celular e ajuda a impedir a multiplicação desordenada de células. A presença da mutação indica predisposição, mas não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer.

Após receber o diagnóstico, Isabel afirmou que mudou hábitos, deixou de fumar, interrompeu o consumo de bebidas alcoólicas e passou a praticar atividades físicas. Ela também optou pela retirada preventiva das mamas, diante do risco associado à síndrome.

A atriz contou que o filho teve resultado negativo no teste genético, enquanto a filha apresentou a alteração. A descoberta levou a filha a adotar uma rotina de maior atenção à saúde, com cuidados relacionados à alimentação e à prática de exercícios.

A síndrome pode ser transmitida entre gerações e, por isso, o histórico familiar de câncer é um dos elementos que podem levar à indicação de investigação genética. O acompanhamento de pessoas diagnosticadas costuma incluir exames periódicos para tentar identificar tumores antes do aparecimento de sintomas.

A reportagem também mostrou famílias com mais de um integrante portador da alteração e pesquisas que investigam a distribuição de variantes associadas à síndrome no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) analisa mais de 100 mil amostras relacionadas ao teste do pezinho para estudar a presença dessa alteração na população.

O acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento ainda é um desafio. De acordo com a reportagem, o Ministério da Saúde informou que amplia, desde 2023, a oferta de diagnóstico e tratamento de doenças raras no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: g1

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