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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Inflação recua, mas pobreza e desemprego avançam na Argentina

A Argentina reduziu a inflação, mas enfrenta baixo crescimento, aumento da pobreza, desemprego e queda no consumo.

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A situação econômica da Argentina foi discutida pelos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em debate realizado no domingo (18), na TV Bandeirantes. O país registra desaceleração da inflação, mas enfrenta baixo crescimento, aumento da pobreza e avanço do desemprego.

A inflação mensal ficou abaixo de 2% em agosto e setembro, na comparação com os meses anteriores. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 33,4%, segundo dados do governo argentino, abaixo do pico de 290% registrado em 2024, mas ainda em patamar elevado.

Javier Milei assumiu a Presidência em dezembro de 2023 com a promessa de reduzir a inflação, cortar gastos públicos e promover privatizações. O governo adotou câmbio mais valorizado, política monetária restritiva e austeridade fiscal, medidas que reduziram a alta de preços, mas também afetaram o crescimento econômico.

A economia argentina recuou 0,6% no segundo trimestre de 2026, e economistas projetam nova queda no terceiro trimestre, o que caracterizaria uma recessão técnica. A previsão é que o país cresça 1,5% no ano, cerca de metade do percentual projetado pelos investidores no início de 2026.

A pobreza atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, ante 28,2% no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O levantamento considera 31 aglomerados urbanos e indica que 9,7 milhões de pessoas estavam abaixo da linha da pobreza.

A extrema pobreza também aumentou, de 6,3% para 7,5% da população pesquisada. O número de pessoas nessa situação passou de 1,9 milhão para 2,2 milhões, conforme o Indec.

A taxa de desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre de 2026, ante 7,6% no mesmo período de 2025. A estimativa é de aproximadamente 1,8 milhão de desempregados, enquanto quase metade da população economicamente ativa trabalha na informalidade.

O consumo também perdeu força, em meio à queda da renda e ao endividamento das famílias. Segundo o Centro de Economia Política Argentina (Cepa), as importações de bens de consumo cresceram 34,7% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023, enquanto a produção industrial caiu 12%.

Fonte: O Globo

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