A greve dos funcionários da Transwolff terminou nesta segunda-feira (19), após quase dez horas de paralisação, e a circulação dos ônibus começou a ser normalizada gradualmente a partir das 13h50 em São Paulo, segundo a Prefeitura.
A paralisação afetou cerca de 260 mil passageiros, principalmente na Zona Sul. Para reduzir os impactos, a administração municipal acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese), que operou 37 linhas.
Nos terminais Varginha e Grajaú, os ônibus das linhas operadas pela Transwolff voltaram a circular após o encerramento do movimento. No Grajaú, 24 das 34 linhas que passam pelo terminal são operadas pela empresa.
Os funcionários alegaram problemas nos depósitos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além da falta de plano de saúde. A Prefeitura afirmou que os salários e benefícios estão sendo pagos em dia.
Segundo a gestão municipal, a contratação de um fornecedor para o plano de saúde está em processo de licitação. Em relação ao INSS e ao FGTS, a Prefeitura declarou que os depósitos estão sendo feitos integralmente pela SPTrans em juízo e que aguarda uma decisão do Judiciário.
A administração municipal também informou que os funcionários que não trabalharam durante a paralisação terão o dia descontado dos pagamentos.
A Transwolff está sob administração direta da Prefeitura e é alvo de investigação por suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Diretores da empresa já foram presos no curso das apurações.
Fonte: G1