Familiares de um jovem de 18 anos denunciaram que policiais militares o torturaram durante uma abordagem em uma casa no distrito de Sítio Curimatã, em Capistrano, no interior do Ceará, no sábado (17).
Segundo os boletins de ocorrência registrados pela família, os agentes teriam usado um saco plástico na cabeça da vítima, dado marteladas no joelho, aplicado golpes com um cabo de vassoura e ferido uma das mãos dela com uma faca. A família também afirma que os policiais entraram no imóvel sem apresentar mandado de prisão ou de busca e apreensão.
De acordo com os relatos, os militares procuravam informações sobre um homem apontado como integrante de uma facção criminosa. Os familiares disseram que o jovem não conhece o suspeito.
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) informou que investiga o caso na esfera administrativa. A Polícia Militar do Ceará declarou que vai instaurar uma investigação preliminar, sem prejuízo da apuração independente conduzida pela CGD.
A corporação afirmou que não compactua com condutas ilícitas praticadas por seus integrantes e que mantém compromisso com a legalidade. Até o momento, as acusações relatadas pela família ainda são objeto de investigação.
Os familiares afirmaram ainda que o jovem teria sido alvo de outra abordagem violenta em junho, quando policiais teriam entrado na residência, questionado a família sobre suspeitos e danificado o celular dele. Segundo os boletins, a família não denunciou o episódio na época porque teria sido ameaçada.
A defesa da vítima informou que adotará medidas para apurar eventuais responsabilidades criminais, civis e administrativas. A advogada também disse que o jovem teme represálias e que busca preservar sua integridade física e psicológica.
Fonte: g1 Ceará