O cantor, compositor e músico Benito Di Paula morreu na noite de domingo (18), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Segundo as informações divulgadas, o artista enfrentava um câncer de próstata havia cerca de um ano e morreu em decorrência de complicações da doença.
Ainda não havia informações sobre o velório e o sepultamento. Nascido Uday Velloso, em Nova Friburgo (RJ), Benito foi criado no Rio de Janeiro e construiu sua carreira a partir dos anos 1970, quando se tornou um dos nomes mais populares da música brasileira.
O artista costumava se definir como “sambeiro” e “pianeiro”, em referência à maneira percussiva como tocava o piano. Seu estilo combinava o instrumento com elementos do samba e ajudou a formar uma assinatura própria, diferente das tradições associadas a nomes como Martinho da Vila e Paulinho da Viola.
Benito estreou no mercado fonográfico em 1967 e lançou o primeiro álbum, “Benito Di Paula”, em 1971. O reconhecimento nacional veio com “Retalhos de cetim”, de 1973, seguido por sucessos como “Charlie Brown”, “Bandeira do samba”, “Tudo está no seu lugar”, “Do jeito que a vida quer” e “Proteção às borboletas”.
O cantor também emplacou “Ah! Como eu amei”, em 1981, e “Amigo do sol, amigo da lua”, de 1984, música que integrou a trilha sonora da novela “A gata comeu”, da TV Globo. Ele continuou lançando discos até 2021, quando apresentou “O infalível zen”, em celebração aos 80 anos.
Nos últimos anos, a obra de Benito passou por uma reavaliação e recebeu homenagens. Em 2025, ele foi tema do desfile da escola de samba Águia de Ouro, em São Paulo, com o enredo “Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do jeito que a vida quer”.
Fonte: g1