Ir para o conteúdo

domingo, 18 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Anthropic planeja destinar 5% das ações a fundo de benefício público

Anthropic planeja destinar 5% de suas ações a um fundo para financiar iniciativas de interesse público e reduzir impactos da IA no emprego.

Compartilhe
WhatsApp

A Anthropic, dona do assistente de inteligência artificial Claude, anunciou que pretende destinar 5% de suas ações a um fundo de benefício público para financiar iniciativas de interesse coletivo, incluindo medidas contra os impactos da IA no mercado de trabalho.

Segundo a empresa, o fundo dependerá da aprovação dos acionistas e será estruturado como uma sociedade de responsabilidade limitada controlada integralmente pela Anthropic. A participação poderá crescer com a expansão da companhia.

O plano prevê ainda que o conselho de administração possa acrescentar 2% ao fundo a cada aumento de 50% no valor da empresa, acima de uma linha de base predefinida. A Anthropic informou que os recursos não serão usados para lobby ou doações políticas.

A iniciativa foi anunciada enquanto a empresa se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações. Pessoas familiarizadas com o assunto disseram, no início de outubro, que a Anthropic poderia começar a promover formalmente o IPO na semana de 9 de novembro.

A companhia afirmou que o fundo poderá apoiar ações para enfrentar efeitos da inteligência artificial sobre o emprego, em meio à adoção de sistemas capazes de executar tarefas antes realizadas por trabalhadores.

O debate sobre os riscos da tecnologia também envolve segurança digital e possíveis impactos sobre a segurança nacional. Em setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu na Casa Branca líderes do setor de tecnologia, entre eles Dario Amodei, diretor-presidente da Anthropic.

De acordo com o comunicado, a empresa e outros executivos concordaram com uma estrutura em que companhias de IA contratariam auditores externos para avaliar riscos de segurança e adotariam controles internos mais rigorosos.

Fonte: O Globo

Leia também