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domingo, 18 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Trump tenta substituir termo inteligência artificial por “superinteligência”

Trump quer substituir “inteligência artificial” por “superinteligência”, mas especialistas dizem que proposta tem caráter político e não técnico.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a defender a substituição do termo “inteligência artificial” por “superinteligência” em documentos oficiais americanos e afirmou, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que espera que outros países adotem a expressão.

Trump argumentou que a palavra “artificial” faz a tecnologia parecer falsa. Antes de escolher “superinteligência”, ele publicou enquetes na rede social Truth Social com alternativas como “inteligência superior”, “inteligência extrema” e “inteligência suprema”, mas não apresentou um plano para formalizar a mudança nem indicou apoio do setor de tecnologia.

O presidente também declarou que passaria a considerar “inimigo” quem usasse “inteligência artificial” em vez de “superinteligência”. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a proposta tem caráter político e publicitário, sem representar uma alteração científica ou técnica no campo.

Para Anderson Soares, fundador e professor do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, a iniciativa pode ser uma reação política ao avanço da tecnologia e não contribui diretamente para o desenvolvimento da área. Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco, afirmou que a troca poderia aumentar o receio do público, já que o termo “superinteligência” pode sugerir uma ameaça maior aos seres humanos.

O conceito de inteligência artificial existe há cerca de 70 anos. A expressão foi criada em 1955, nos Estados Unidos, por pesquisadores como John McCarthy, Marvin Minsky, Claude Shannon e Nathaniel Rochester, em meio a estudos sobre máquinas capazes de realizar tarefas associadas ao raciocínio humano.

A tecnologia passou a integrar atividades cotidianas, como reconhecimento facial, câmeras de celulares, assistentes virtuais, drones e sistemas de direção semiautônoma. Desde 2017, a inteligência artificial generativa ampliou sua popularização com ferramentas capazes de produzir textos, imagens, vídeos e músicas.

O termo “superinteligência” também é associado a sistemas que superariam a capacidade intelectual humana. Já a inteligência artificial geral, conhecida pela sigla AGI, descreve uma tecnologia capaz de executar uma ampla variedade de tarefas intelectuais em nível semelhante ou superior ao das pessoas. Segundo os especialistas citados na reportagem, não há comprovação científica de que uma superinteligência já exista.

Fonte: g1

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