A Meta apresentou em 24 de setembro os Ray-Ban Meta Audio, óculos inteligentes sem câmera desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban. O dispositivo mantém recursos como reprodução de música, chamadas telefônicas e comandos de voz, mas reduz os riscos de gravações não autorizadas associados à versão com câmera.
A nova linha tem armação mais leve, maior duração de bateria e preço inferior ao dos modelos equipados com câmera. A Meta afirma que o produto estava em desenvolvimento havia dois anos e nega que o lançamento tenha sido uma resposta imediata às críticas sobre privacidade.
Os óculos com câmera, lançados inicialmente em 2021 e atualizados em 2023, foram alvo de relatos de pessoas filmadas sem consentimento. O produto chegou a ser proibido em locais como pubs da rede JD Wetherspoon, teatros, escolas, a Comic-Con e a base naval britânica de Faslane.
Apesar da controvérsia, os modelos com câmera também são usados para ouvir música, receber instruções de mapas e obter descrições de ambientes ou leitura de textos em voz alta, recursos considerados úteis por pessoas com deficiência visual. Em agosto, a Meta doou 15 mil pares a uma organização beneficente da Irlanda voltada a esse público.
Especialistas avaliam que a versão sem câmera pode ampliar a aceitação dos óculos inteligentes, mas não representa necessariamente uma mudança de estratégia da Meta. A empresa planeja lançar no Reino Unido uma terceira geração com recursos visuais incorporados às lentes, enquanto outras companhias, como Samsung, Google, Snap e HTC, também investem no segmento.
Para analistas ouvidos pela BBC, os óculos com câmera devem continuar no mercado porque permitem que sistemas de inteligência artificial interpretem informações do ambiente. A tendência, segundo eles, é que empresas e usuários desenvolvam regras sociais e mecanismos de privacidade para lidar com a tecnologia.
Fonte: g1